O que aprendi com a arte Drag Queen?

08:19

E aí, pessoa! Tudo bem? Espero que sim. Em alguns posts eu havia comentado que tinha começado a experimentar a arte Drag Queen e que falaria um pouco sobre, logo o post de hoje será sobre esse assunto.

Aos que não conhecem ainda ou não conhecem a fundo a arte drag vou deixar um link que conta a história dessa arte é só clicar aqui! De forma bem resumida, segundo a autora Jaqueline Gomes de Jesus o termo transformista ou Drag Queen/ Drag King designa ''artista que se veste, de maneira esteriotipada, conforme o gênero masculino ou feminino para fins artísticos ou de entretenimento. Sua personagem não tem relação com sua identidade de gênero ou orientação sexual'' (JESUS, 2012, p.17). Como podemos ver o ato de se montar como drag queen nada mais é que a criação de um personagem.


Por volta de 2015 eu comecei a me interessar por essa arte, passei a acompanhar muitas drag queens nacionais e internacionais pelas redes sociais. Em 2016 até consegui ir no show da minha drag internacional preferida, a Adore Delano, em Porto Alegre. Em maio de 2016 eu dei vida a minha drag, como você pode ver na foto acima. Foi para um trabalho de Comunicação e Moda, do meu curso de Publicidade e Propaganda, tivemos que criar um editorial de moda e o tema do meu grupo era a tribo das Drag Queens.


Quando criei minha personagem eu tinha como um dos objetivos questionar as relações de gênero, trazer a desconstrução na minha estética, então surgiu a Donna Jean. Minha drag é bem andrógina, é o feminino do masculino e o masculino do feminino. Como eu costumo dizer a Donna Jean não é homem, não é mulher, é arte. Com minha personagem eu tenho a liberdade de brincar com os padrões de gênero binário (homem e mulher). Por esse motivo mantive a barba, posso ou não aparecer de peruca, com roupas mais ditas femininas ou masculinas. A escolha de usar meu nome também traz a desconstrução de gênero, pois Jean é um nome sem gênero definido fora do Brasil.


Conhecendo melhor a arte Drag Queen eu acabei aprendendo algumas coisas, que talvez sem ter tido o contato com essa arte eu demoraria mais tempo para aprender. Com a arte Drag Queen eu aprendi a ter mais empatia com algumas causas, como o feminismo, movimento negro e o próprio meio LGBTT do qual eu faço parte,pois não pense você que por pertencer a uma minoria somos automaticamente pessoas livres de preconceitos. Acabei quebrando alguns preconceitos, um deles foi o com gays mais afeminados, hoje em dia eu vejo que eram pensamentos bobos, mas que essa arte me ajudou a desconstruir.


Tem mais uma coisa que a arte drag trouxe pra minha vida, que foi o amor por maquiagem! Eu mal sabia passar um batom na boca, sou iniciante ainda no universo drag, porém a minha evolução no que diz respeito a maquiagem é muito notável, descobri uma estética que se encaixa bem no meu rosto e estou aprimorando isso. Despertou em mim o interesse em aprender mais sobre maquiagem e maquiagem artística, mas esse é um assunto pros próximos posts do blog (novidades! novidades! novidades!). O que eu quero dizer com o post de hoje, é pra você estar aberto para conhecer o novo e experimentar, ir atrás de novas inspirações e referências, explorar a tua criatividade e conhecer o outro melhor, se conhecer melhor.

Espero que tenha gostado do post e em breve vou trazer mais conteúdo relacionado a maquiagem e esse universo maravilhoso. Beijos e não deixe de nos acompanhar nas redes sociais!




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